Pólipos intestinais são pequenas projeções que crescem na parede interna do cólon e do reto. São muito comuns, sobretudo a partir dos 50 anos, e quase sempre não causam sintomas. A maioria é benigna — mas alguns tipos, ao longo de anos, podem evoluir para o câncer de intestino. É por isso que a colonoscopia, que encontra e já retira os pólipos, é a principal forma de prevenção.
Todo pólipo vira câncer?
Não. A maioria dos pólipos nunca vira câncer. O risco depende do tipo e do tamanho: os adenomas e os pólipos serrilhados são os que podem, lentamente, sofrer transformação — em geral ao longo de muitos anos. Os pólipos hiperplásicos pequenos, por outro lado, praticamente não oferecem risco. Como não dá para saber o tipo apenas olhando, os pólipos encontrados são retirados e analisados.
Quais são os sintomas?
Na quase totalidade das vezes, nenhum — e é justamente isso que torna o rastreamento tão importante. Pólipos maiores podem, ocasionalmente, causar sangramento. Esperar por sintomas significa perder a janela de prevenção.
Como são tratados?
A grande vantagem da colonoscopia é ser, ao mesmo tempo, exame e tratamento: na maioria dos casos o pólipo é removido no próprio exame (polipectomia), sem cortes e sem internação, e enviado para análise. O resultado orienta de quanto em quanto tempo repetir a colonoscopia — o chamado seguimento.
Prevenir é retirar antes de virar problema
Retirar um pólipo é, muitas vezes, impedir um câncer de se formar. Converse sobre quando iniciar o rastreamento — em geral aos 45–50 anos, ou antes se houver histórico familiar de pólipos ou câncer de intestino.
Perguntas frequentes
Pólipo no intestino é câncer?
Como os pólipos são retirados?
Pólipos voltam a aparecer?
Referências
- US Multi-Society Task Force on Colorectal Cancer — Guidelines for colonoscopy surveillance after polypectomy.
- Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) — Rastreamento do câncer colorretal.
- Instituto Nacional de Câncer (INCA) — Prevenção do câncer de intestino.